Lições da História para democracias emergentes

A História é um repositório dos erros e acertos do passado e de lições úteis ao presente. A própria história foi abusada pelos mais diferentes interesses políticos e ambições militares e por esse motivo deve ser consumida com uma pitada de sal. Assim, para aproveitar as lições da História é preciso fazer uma ressalva aos abusos da mesma, principalmente no tocante à História das Nações. Seja em termos de governo ou das vidas particulares, na ciência e nos negócios, aprender com os erros dos outros é sempre um melhor negócio do que aprender com os nossos próprios erros. O bom cientista constrói as suas teorias a partir daquelas desenvolvidas pelos seus predecessores e não precisa reinventar a roda todas as vezes que precisa de uma. Ter conhecimento daquilo que deu certo e daquilo que não deu é útil tanto para as pessoas quanto para as sociedades.

Uma das pessoas que entendeu muito bem a utilidade da História foi o editor e escritor americano Norman Cousins (1915-90), um dos poucos americanos que reconheceram abertamente o tremendo erro dos Estados Unidos em jogar bombas sobre Hiroshima e Nagasaki para garantir o fim da guerra com o Japão. Quem sabe a simples ameaça da bomba atômica não tivesse obtido o mesmo resultado? Buscando tirar alguma lição dessa tragédia, Cousins concluiu que a história era um vasto sistema de alarme que vale a pena ser ouvido para evitar as situações de pânico, onde o instinto tende a sobrepujar a racionalidade.

Conforme mostraram Amayrta Sen e Francis Fukuyama, a democracia liberal já é a ideologia default na maior parte do mundo. Fukuyama procurou mostrar ainda que os países que ainda sonham com a democracia poderiam aprender bastante com a história das democracias mais amadurecidas do Oeste. A historia das primeiras democracias da Civilização Ocidental – Grã-Bretanha, França e Estados Unidos – começou com a secularização da sociedade e o surgimento da ideologia secular do liberalismo, mas mesmo assim demorou a se estabelecer devido ao ceticismo sobre a capacidade das mulheres e dos iliteratos de tomar as decisões certas.

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